AMBIENTE DE TRABALHO
Autor: Prof. Dr. Joaquim Monte.
Uma doença profissional, geralmente, é um mal insidioso (ele se instala lenta e profundamente). E, por isso, muitas vezes, quando é percebido já é tarde demais!
• PERICULOSIDADE: algumas profissões constituem, por si só, risco permanente para a saúde, sobrecarregando a pessoa, desgastando o seu organismo, provocando doenças e, por isso, são consideradas periculosas.
No entanto, qualquer que seja o trabalho, quando exercido em condições desfavoráveis (tempo excessivo, higiene precária, sem segurança e com muita pressão) também passa a ser causa de “doença profissional”.
• INSALUBRIDADE: alguns ambientes de trabalho são inadequados para o exercício profissional, constituindo, pela sua adversidade, locais impróprios e hostis para o corpo e a mente da pessoa e, por isso, são considerados insalubres.
A poluição ambiental, a falta de higiene e de recursos protetores, fazem suas vítimas de intoxicações químicas, de radiações insuportáveis a longo prazo, de bruscas alterações de pressão e temperatura e de outras circunstâncias igualmente perniciosas.
É grande o número de pessoas intoxicadas por chumbo, mercúrio, amianto, berilo, manganês (seus efeitos são irreversíveis), benzeno, álcool metílico, inseticidas, monóxido de carbono e outros.
Asma e outras alergias, dermatoses de contato, silicose (fibrose pulmonar progressiva causada pela inalação de sílica) Até mesmo modificações genéticas e câncer.
Todas as doenças profissionais são evitáveis e, muitas, são curáveis no início (mas reincidem facilmente se a pessoa volta para o ambiente com as mesmas condições anteriores que provocaram o seu adoecimento). E, se forem confundidas com outras enfermidades, serão tratadas de maneira equivocada, dando tempo ao seu agravamento.
Periculosidade e insalubridade, também no relacionamento entre as pessoas, são mais do que situações estressantes, são agentes etiológicos de doenças sérias e comprometedoras.