ANSIEDADE

04/07/2011 11:30

 Autor: Prof. Dr. Joaquim Monte

            O nervosismo é uma doença inquietante que provoca estados de hipervigilância, excitação e medo: a vida fica larga e a pessoa fica agitada, com a desconfiança e o desespero de quem se sente ameaçado e/ou em risco de vida!

             A pessoa ansiosa sente mal-estar físico e fica com dificuldade de concentração. Crescem a angústia e outras sensações corporais desagradáveis (tensão na mente e no corpo). Palpitação e taquicardia (batimento cardíaco forte e acelerado) e perturbações gastrointestinais (azia, dor de barriga e diarréia). É comum também a dificuldade de pegar no sono quando vai se deitar para dormir, mesmo estando cansado e sonolento.

            A preocupação é a ansiedade que mais atormenta a vida da pessoa (e, em geral, a pessoa preocupada precisa de consideração e conselhos para que possa lidar com seus problemas).

            Uma certa quantidade de ansiedade nos é favorável: é a dita ansiedade positiva porque nos deixa mais atenciosos e dedicados!

            Eliminar a preocupação não é possível e é prejudicial. Mas, aliviar a preocupação é possível e benéfico: começando pelo conhecimento da preocupação, passando pela compreensão de suas causas e terminando na conscientização de nossa posição no esquema das coisas.

            A pessoa preocupada focaliza grande quantidade de energia no processo de se preocupar: ela direciona a sua “razão” para a “atividade mental” que faz a preocupação ocupar espaço e tempo em sua consciência (ficando impedida de dirigir sua atenção para coisas mais construtivas).

            A inquietude, a apreensão e a agitação (que geralmente acompanham e caracterizam a ansiedade) muito prejudicam a qualidade de vida da pessoa nervosa.

            No entanto, a ansiedade negativa é extremamente prejudicial porque atrapalha o desempenho e compromete o funcionamento psicossocial da pessoa (como no caso da timidez, do medo de falar em público e de outros medos irracionais).

            Nas fobias e no pânico, por exemplo, a pessoa não consegue exercer determinadas funções e pode vivenciar o terror de sair de casa com medo de morrer.