DEPRESSÃO

04/07/2011 11:31

  Autor: Prof. Dr. Joaquim Monte.

             A saudade, a tristeza, o luto e outros sentimentos relacionados com a perda e a separação, são estados depressivos que, em função de suas intensidades, podem ajudar ou atrapalhar a qualidade de nossa vida!

            Ajudam apenas quando nos levam a ficar mais introspectivos, buscando compreender a razão e a origem de nossos problemas (introspecção contemplativa, lúcida e produtiva que nos leva a encontrar a luz no final do túnel).

            No entanto, a depressão que se caracteriza como uma “desistência de lutar” é uma doença séria que interfere de maneira nociva na vida da pessoa.

            A depressão é o sentimento da perda, do abandono, da rejeição, da separação e da desistência.

            O deprimido aparenta estar sempre de “baixo astral”, insatisfeito e ausente! Ele se afasta das outras pessoas e diminui a capacidade de sentir prazer (não sente vontade de fazer nada!).

            Sofre de uma tristeza persistente, sem causa aparente e desnecessária.

            Vive desanimado, com pouca energia e cansado (a vida fica estreita e a pessoa fica lenta).

            Altera o apetite e não dorme direito (acorda cedo e se sentindo mal, como se o sono não fosse reparador).

            A depressão, além de prejudicar acentuadamente a vida da pessoa, afeta também a vida de todas as outras com as quais convive e trabalha. Ela costuma se agravar nos idosos.

            Não é um mal passageiro: o diagnóstico e o tratamento da depressão são especializados e, por isso, é necessário assistência médica.

            E, por tudo isso, apresenta uma baixa produtividade...

            Estima-se que 20% da população apresente alguma forma de depressão e é assustadora a ausência no trabalho provocada pelos estados depressivos (já pode ser considerada a segunda causa, só perdendo para os distúrbios cardiovasculares): é o transtorno de humor que mais deixa a pessoa de cama! É muito caro não cuidar do deprimido, ele vai produzir menos ou nada.

            E, por isso, corre o risco de perder o emprego e ficar dependente da família ou de uma outra instituição qualquer.