EXCESSO DE PESO

30/06/2011 17:33

            Autor: Prof. Dr. Joaquim Monte.

            É a condição especial de saúde que mais se opõe a uma vida prolongada e saudável (a duração média de vida para os obesos é muito menor). Além disso, a obesidade diminui a capacidade laborial do homem (uma pessoa obesa pode ser menos eficiente ou mesmo até incapacitada para trabalhos que requerem agilidade e grandes esforços).

  1. • É uma condição física negativa: obesidade não é apenas um simples aumento de peso corporal! É, sim, um acúmulo exagerado e desproporcional de tecido gorduroso no organismo (uma pessoa musculosa, com ombros largos e ossos grandes, pode ser mais pesada sem ser obesa: a massa muscular pesa mais do que a massa adiposa).
  2. • É uma doença em potencial: obesidade não é apenas um defeito de estética corporal! É, sim, uma questão médica com conseqüentes problemas psíquicos e/ou somáticos.
     • É uma disfunção que causa muitos prejuízos: a gordura que é distribuída por todos os tecidos do corpo (irregularmente ou localizada em determinadas regiões) vai, aos poucos, prejudicando a capacidade funcional dos diversos órgãos e, consequentemente, alterando o ritmo normal da atividade orgânica (reduzindo a vitalidade e os poderes defensivos do organismo).
  3. • É um processo de adoecimento que leva a estados mórbidos: as pessoas obesas têm maior “tendência” (facilidade de apresentar determinadas doenças) e menor “resistência” (sedem mais rapidamente até mesmo a pequenos fatores de adoecimento (a enfermidade torna-se mais “freqüente”, o curso da doença mais “prolongado” e uma evolução mais “grave”).
  4. • É uma agressão patológica ao coração e aos vasos sangüíneos: a hipertensão arterial  e os ataques cardíacos são os principais prejuízos causados pelo excesso de peso.

 COLESTEROL

          Pode-se dizer que o colesterol é o pior tipo de gordura que existe: ele provoca obesidade, acelera o envelhecimento, causa doença cardíaca e aumenta a propensão para o câncer do pulmão!
          O colesterol da carne, do ovo e de outros alimentos animais é rapidamente oxidado, se transformando em radicais livres e, por isso, ficando rançoso (com toda sua carga letal contra nossas células).
          O colesterol total é a soma de HDL (que é o colesterol “bom” porque consegue limpar as paredes dos vasos) mais LDL (que é o colesterol “ruim” porque se deposita nas paredes das artérias, podendo levar à formação de placas - ateromas, que obstruem a passagem do sangue). 
          A gordura saturada (carne, aves, leite integral, queijo e manteiga) é a principal culpada pelo aumento do nível sangüíneo colesterol LDL.
          Hoje se fala também em LPA: colesterol “muito ruim” que, além de se depositar na parede das artérias, tem um papel importante na formação de trombos. A lipoproteina A pode ser a principal causa dos infartos elevados em pessoas jovens que têm valores normais dos outros tipos de colesterol: níveis elevados podem dobrar a possibilidade de um homem ter um ataque cardíaco (angina ou infarto), por doença coronariana, antes dos 55 anos de idade (mesmo sem ter qualquer sinal de doença e com colesterol total normal).
           No infarto, os trombos são responsáveis pela obstrução total das artérias do coração (coronárias), provocando isquemia ao impedir a passagem de sangue para a musculatura do coração.
           Pessoas que, mesmo com taxas normais de colesterol, apresentam coronariopatia, podem reduzir em 24% o risco de ter angina ou infarto (ou mesmo de morrer de um ataque cardíaco) se baixarem mais ainda os seus níveis de colesterol.
           Na margarina e na gordura usada em bolos se desenvolve um outro tipo de gordura que é extremamente prejudicial porque prejudica os ritmos cardíacos, ajuda a obstruir as artérias ao estimular a viscosidade do sangue, diminui o nível de colesterol bom e aumenta a taxa de colesterol ruim e de colesterol muito ruim.
           O colesterol é péssimo: ele se oxida rapidamente! E, exatamente por isso, é um fator crucial de envelhecimento precoce.

 
GLICEMIA

           A glicose é o alimento energético que vitaliza o organismo: é basicamente sinônimo de energia!
 A força potencial guardada na química dos açucares é libertada e colocada à disposição de nossas células.
           No entanto, em excesso, esse “doce” vira “veneno” no sangue (glicemia).
          Com a evolução tecnológica, as refinarias propiciaram condições para aumentar o consumo de açúcar: muitas pessoas consideram o açúcar refinado com um dos grandes inimigos da saúde.
          Quando o sangue fica saturado por um excesso de nutrientes, principalmente açúcar e gordura, são imediatamente mobilizados os mecanismos biológicos de armazenamento (acúmulo de reserva que leva à engorda).
          Além disso, uma alimentação farta também leva o organismo a produzir mais insulina para converter o alimento em glicose. 
          Taxas elevadas de glicose e insulina no sangue, são as principais marcas biológicas do envelhecimento e, por outro lado, respondem também por várias doenças crônicas (colaborando com a gordura na destruição das paredes arteriais e, consequentemente, desencadeando doenças cardíacas).
          O excesso de insulina também tem efeitos deletérios no cérebro e, por outro lado, a intolerância à glicose é um dos primeiros sintomas de um futuro diabetes.
          No estresse, a liberação de adrenalina, leva a uma maior mobilização de glicogênio do fígado.
          Por isso, após fortes comoções a pessoa passa, temporariamente, a eliminar mais glicose pela urina (glicosúria).
          É comum no diabetes, principalmente entre os diabéticos que não controlam a glicemia, a presença de distúrbios psíquicos de maior ou menor intensidade.
          A descoberta da glicosúria, o receio de futuras complicações e o sofrimento causado pelas privações impostas pelo regime alimentar e comportamental, são fatores psicogênicos que aumentam mais ainda a glicemia e a ansiedade do diabético (instala-se, então, um círculo vicioso).