FUNCIONAMENTO GLOBAL DA PESSOA

04/07/2011 11:18

Autor: Prof. Dr. Joaquim Monte 

             Poderíamos entender como sendo o funcionamento global da pessoa: um estado de equilíbrio mente-corpo (homeostasia), onde todas as funções orgânicas (fisiologia) estivessem preservadas e harmoniosas.

            No entanto vamos nos ater mais aos aspectos psicológicos, sociais e ocupacionais do funcionamento global da pessoa (principalmente no balanço saúde-doença mental que interfere no seu cotidiano), sem incluir os prejuízos no funcionamento provocados por limitações físicas (ou ambientais).

            Na tentativa de quantificar a qualidade de vida mental (uma dimensão que em si mesmo é qualitativa e subjetiva), apenas com o objetivo de fornecer um indicativo aproximado da situação real e, certamente, da necessidade (ou não) de que sejam tomadas as devidas providências, tentamos elaborar uma escala com pontuação progressiva segundo o grau de severidade: ou seja, quanto maior for a pontuação, maior o índice de risco e, portanto, maior será a urgência em procurar ajuda especializada.

CUSTOS E PREJUÍZOS:

            As pessoas com um baixo nível de funcionamento global de sua mente (ou seja: com alto índice de risco), evitam relacionamentos íntimos e suspeitam dos colegas, sofrem e fazem os outros sofrerem também, apresentando alto índice de absenteísmo “por dor de cabeça” e, por tudo isso, causando importante prejuízo no trabalho.

            Nos estados unidos, por exemplo, a depressão é a segunda maior causa de ausência no trabalho (só ficando atrás de problemas cardíacos).

            No Brasil, certamente, a realidade é a mesma (cerca de 20% da população apresenta algum transtorno psicológico): estima-se que em cada família exista alguém com distúrbio psiquiátrico e que aproximadamente 15% das aposentadorias precoces estejam relacionadas com problemas na saúde mental.

            Em geral, o custo econômico, profissional, social, familiar e pessoal é muito elevado: vai muito além das despesas com consultas e medicamentos (o deprimido falta muito ao trabalho ou nem mesmo sai de casa, tem sua capacidade de produção muito reduzida ou não consegue trabalhar).