HIPERTENSÃO
Autor: Prof. Dr. Joaquim Monte
Em cada 100 adultos, 20 são portadores de hipertensão (principalmente as pessoas da raça negra e as mulheres a partir da menopausa).
No Estados Unidos, 7 milhões de americanos são acometidos por doenças das artérias e são responsáveis por 1,5 milhões de ataques cardíacos (dor que não atinge apenas o peito da pessoa mas também o bolso da empresa). E, todos os anos, são implantados cerca de 300 mil marcapassos a um custo de 30 mil dólares cada um (assim mesmo ocorrem em torno de 500 mil mortes por ano).
A pressão alta, geralmente, não apresenta sintomas claros (é considerada um MAL SILENCIOSO e, por isso, INSIDIOSO): não avisa quando chega, se instala sem ser percebido e pega a pessoa desapercebida, acarretando complicações em órgão vitais como coração, rins, olhos e cérebro.
São sérias as complicações resultantes da falta de tratamento (insuficiência cardíaca, derrame, aterosclerose, infarto, insuficiência renal e outras): a manutenção da pressão em patamares elevados causa prejuízos para a qualidade de vida e põe em risco a própria vida da pessoa (quanto mais alta a pressão, maior é a gravidade e pior é o prognóstico).
Múltiplos fatores estão envolvidos na origem da hipertensão: quanto maior for o NÚMERO DE FATORES DE RISCO, maior também será a possibilidade da pessoa se tornar hipertensa. Por outro lado, quando maior for a GRAVIDADE DO FATOR DE RISCO também aumenta a probabilidade de adoecimento. O risco é maior em pessoas que já tenham lesão cardíaca ocasionada por hipertensão ou em pacientes já tratados por remédios que não surtiram efeito.
Relacionamos os principais fatores que podem levar a pessoa a se tornar hipertensa: tendência familiar, racial e sexual; idade, dieta e obesidade; estilo de vida, vida sedentária e estresse emocional; tabagismo, alcoolismo e outras drogas; sensibilidade ao sódio (sal), descongestionantes vasoconstrictores e corticoides antiinflamatórios.
Por outro lado, a hipertensão é, por si só, um grupo de risco e, por isso, deve ser controlada sistematicamente: na hipertensão, os benefícios do tratamento superam os prejuízos causados pelo não tratamento.