SEDENTARISMO
Autor: Prof. Dr. Joaquim Monte.
Facilidades e conforto (que oferecem prazer) promovem, também, preguiça, comodismo, ociosidade, inatividade, obesidade, hipertensão de esforço... Prioridade na busca do conforto gerou o sedentarismo. Casas aconchegantes, poltronas macias, elevadores seguros, carros práticos... Um convite para ficar em casa, assistir TV deitado e não andar a pé! Clube, cinema, teatro, parques... Passeios ficaram para segundo plano!
Tem gente achando que saúde e felicidade estão no conforto e confundem conforto com “sentado, deitado, parado, comendo, bebendo, assistindo...” e outros excessos de inatividade e gulodice. No entanto, a saúde está no rumo oposto de tudo isso, principalmente no participando (na atividade, no envolvimento e na adequação).
As pessoas com melhor “nível” de vida têm maior tendência ao sedentarismo (maior poder aquisitivo e, por isso, mais conforto oferecido pelo mercado de consumo).
- Não tenho tempo... Trabalhei muito... Estou cansado... Preciso refazer as energias! Amanhã tenho muito o que fazer!
O homem não foi feito para ser sedentário. No sedentarismo, a natureza biológica entende “um pouco mais de atividade” como sobrecarga (em vez de beneficiar a pessoa, provoca estresse físico). Por isso, se a pessoa é sedentária e faz um pouco mais de esforço (corre para pegar um ônibus, sobe uma escada mais depressa, carrega uma sacola no supermercado, brinca com a criança ou participa de um jogo num final de semana) fica estafada (com o coração querendo sair pela boca) e ofegante (respirando com a boca aberta e muito cansado). Ser atleta de final de semana mais prejudica do que beneficia!
E, se o sedentarismo não for compensado por exercícios e esportes adequados, a pessoa acaba por expor-se a outros problemas físicos (uma vida sedentária predispõe à obesidade, às doenças cardíacas e reumáticas, bem como varizes, hemorróidas, prisão de ventre e outras enfermidades). Por outro lado, a debilidade muscular e a perda da agilidade do sedentário, determinam desvios da coluna, fraqueza e pouca aptidão para atividades mais dinâmicas.
Cuidado: a vida sedentária, sem atividade física, coloca a pessoa mais próxima do ataque cardíaco. E, por outro lado, a sobrevivência, após um ataque cardíaco, é maior entre aqueles que se exercitam freqüentemente.